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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

De verdade, entardecia. Derradeira arara já revoava.

Após alguns dias de férias muito bem aproveitadas, volto a postar.

Para recomeçar publico uma nota que saiu no Estadão, na seção "retratos rurais" de uns dias atrás.


Araras viram atração
foto de Jocelen Ramires dos Santos

Segundo conta o morador de Santa Fé do Sul, no interior de São Paulo (veja a localização da cidade no mapa abaixo), Vasco de Figueiredo, casais de araras (arara-canindé, ara ararauna, blue-and-yellow Macaw) escolheram a estância turística para viver e estão fazendo a alegria de moradores e atraindo a curiosidade de turistas. Escolheram o tronco de velhas palmeiras imperiais, bem no centro da cidade, para construir seus caprichados ninhos. Chegaram a Santa Fé fazendo a maior algazarra, querendo ser notadas, há pelo menos quatro meses e, desde então, pelo menos cinco delas ali "fixaram residência".

Para quem nunca viu uma arara passar voando sobre sua cabeça, ou ver de cima uma arara voando, está perdendo um dos espetáculos mais emocionantes que a natureza pode proporcionar. É um momento sublime. Ver uma arara, qualquer uma, voando num céu limpo é sentir a felicidade, mesmo que por apenas alguns segundos.


View Larger Map

sábado, 29 de setembro de 2007

5 de outubro, Dia da Ave

Para comemorar o dia da ave deste ano o pessoal do Avistar preparou uma promoção:
Faça sua lista de aves e concorra a 3 super livros.
3 passos para participar:
1. Preencher o cadastro
2. Listar 15 aves de sua preferência
3. Observar aves pelo menos um dia durante a semana de 30 set a 06 outubro, fazer a lista de aves observadas e enviar para a promoção.

Participe aqui: Avistarbrasil

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Garoto propaganda

Quem diria onde foi parar o temido Caracará (Caracara plancus), aquele que avoa que nem avião, que é um pássaro malvado, que tem o bico volteado, e que pega mata e come.
Virou garoto propaganda de condomínio residencial de classe-média.
Pensando bem até que vem a calhar, pois o Caracará é uma ave bem adaptada à presença humana, e vai ter muita comida nos lixos das casas. Esses empreendedores imobiliários e os seus marqueteiros tem a caracará de pau de roubar o espaço que ainda resta de natureza, e ainda botar os perdedores para ilustrar a propaganda.

sábado, 15 de setembro de 2007

Passarinhos no fio

Sempre que vejo um cena como esta aí acima, que fotografei em Poconé, no Pantanal do Mato Grosso, lembro de um desenho curtinho da PIXAR, que passava, se não me engano, antes do "Monstros". Reveja

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Convite

Gostaria muito de ir, mas...

Estimados miembros y amigos:

Tenemos el agrado de invitarles al próximo Curso de Observación de Aves Playeras a realizarse el 29 y 30 de septiembre de 2007.

Atentamente,
Sociedad Audubon de Panamá
Llanos de Curundu Casa 2006-B
Telefax (507) 232-5977
audupan@cwpanama.net / info@panamaaudubon.org
www.panamaaudubon.org

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

O Homem e o Passarinho

Foto de David Eppstein
Bonobo (pan paniscus) - primata da família Hominidae. Distingue-se por uma postura ereta, uma cultura matriarcal e igualitária, e o papel proeminente da atividade sexual em sua sociedade. Estudos genéticos apontam que os bonobos são os animais mais próximos dos humanos.





Estorninho (Sturnus vulgaris) - é um pássaro da família dos esturnídeos, nativo da Eurásia e introduzido na América do Norte, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.




Quando uma bonobo chamada Kuni viu um estorninho trombar com a vidraça de sua jaula no Zoológico de Twycross, na Grã-Bretanha, foi ajudá-lo. Pegou o atordoado passarinho e com delicadeza o pôs em pé. Ao ver que ele não se mexia, deu-lhe um empurrãozinho, mas ele só agitou as asas. Kuni então subiu ao topo da árvore mais alta com o estorninho(...). Cuidadosamente, desdobrou-lhe as asas até abri-las bem, segurando-as entre seus dedos, após o que lançou o passarinho pelos ares (...). Mas ele não ultrapassou a barreira e aterrisou na beira do fosso. Kuni desceu da árvore e montou guarda por muito tempo ao lado do estorninho, protegendo-o de um jovem bonobo curioso (...).
O modo como Kuni lidou com a ave foi diferente de qualquer coisa que ela teria feito para ajudar outro primata. Em vez de seguir algum tipo de comportamento automático, ela adaptou seu auxílio à situação específica daquele animal totalmente diferente dela própria. (...) Esse tipo de empatia quase nunca é observado em animais, pois depende da capacidade de imaginar as circunstâncias do outro. Adam Smith, o pai da economia, deve ter tido em mente ações como a de Kuni, embora não executadas por um primata não-humano, quando, há mais de dois séculos, nos legou a mais duradoura definição de empatia: “imaginar-se no lugar do sofredor”.

Trecho do livro Eu, primata de Frans de Waal, um dos primatólogos mais respeitados do mundo.

Nossa empatia com as aves vem de longa data.

O modo como a Bonobo lidou com o estorninho também revela outra noção, que o autor não menciona no livro, a noção da liberdade.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Gavião-real terá vôos monitorados

foto: Araquém Alcantara
Um gavião-real fêmea (Harpia harpyja) será o 1.º no País a ter seus vôos de quilômetros de distância pelos céus da Amazônia monitorados via satélite durante 4 anos. Um radiotransmissor foi instalado pela equipe de Tânia Sanaiotti, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

O gavião-real, ou harpia, é a ave mais imponente da floresta. Predador voraz, vive no topo das árvores, a mais de 50 metros de altura, de onde mergulha para os galhos mais baixos atrás de presas como roedores ou pequenos macacos. O desmatamento e a alteração de seu habitat o colocaram na lista dos animais em risco de extinção por mais de uma década.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Sabiá Albino

Já tinha ouvido falar de um Sabiá albino, mas nunca tinha visto nem ao vivo nem em foto. Uns dias atrás um amigo, que mora no bairro de Planalto Paulista, aqui em São Paulo, me ligou contando que no jardim da sua casa apareceu um pássaro todinho branco, e que não era uma pomba. Pelo tipo, pela barriga e pelo bico ele achava que podia ser um Sabiá.
Vejam a foto, que beleza.

Foto de: Adolfo Machado de Mendonça

Tentei achar mais informações mas não encontrei. Encontrei apenas um vídeo de um sabiá albino.


domingo, 26 de agosto de 2007

Onde cantam os sabiás

Final de agosto em São Paulo. O calor começa a voltar. Os dias começam a ficar mais compridos. Muitas árvores já começam a frutificar. Insetos se reproduzem. Pássaros começam a montar seus ninhos. E, claro, os sabiás não param de cantar. Nas madrugadas, quando a cidade, finalmente, diminui seus barulhos, ouve-se em vários volumes, escalas e variações os sabiás-laranjeira cantando e demarcando seu território. Dizem que um sabiá não canta igual ao outro. Eu acho que é verdade. Cada sabiá tem sempre uma variaçãozinha, uma esticada, uma notinha diferente, um novo piado que avisa: -desse jeito só eu canto.
O sabiá aqui do pedaço parece que a cada ano inventa uma nova canção. Hoje a tarde eu filmei uma de suas apresentações. Para quem gosta do canto do Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) vale a pena ouvir e ver.

sábado, 18 de agosto de 2007

Show da natureza - Aves-do-paraíso (Paradise birds)

(paradisaea rubra)
A Revista National Geographic Brasil de julho 2007 apresentou um artigo sobre uma família de aves que eu não conhecia, as Aves-do-paraíso. Supra-sumo da extravagância da natureza, em termos de aspecto e também comportamento.

(cicinnurus magnificus)

São encontradas, na natureza, apenas na Oceania.
São 40 espécies. Duas nas Ilhas Molucas, 4 na Austrália e 34 na Nova-Guiné. O artigo da revista é sobre as espécies da Nova-Guiné.

As aves-do-paraíso descendem de ancestrais parecidos com os corvos. Pelo que pude ver pode-se dizer que são de certa forma, de longe, assemelhadas com nossas espécies da família icteridae.

Vejam mais algumas fotos copiadas do site da National Geographic e no final um vídeo. O vídeo tem narração em japonês (esqueçam a narração e curtam as imagens).
(paradisaea rudolphi)

(pteridophora alberti)

(cicinnurus respublica)

(paradiseae rudolphi)

(astrapia stephaniae)

(paradisaea rubra)

(seleucidis melanoleuca - ave-do-paraiso-doze-arames)

(cicinnurus regius)

(paradisaea decora)

Todas as fotos são da National Geographic - fotógrafo Tim Laman

domingo, 12 de agosto de 2007

Bem-te-vi, o terrível

O Bem-te-vi é realmente um pássaro terrível, não é a toa que o nome científico de sua família é Tiranidae, que tem origem em tyrannus, que significa: tirano, déspota, rei, em referência à crista ou coroa das espécies desta família e, principalmente, pelo seu comportamento sempre agressivo.
Estou escrevendo isto pois fui testemunha hoje pela manhã, no quintal de casa, de mais uma sacanagem do Bem-te-vi. O coitado do cambacica, que tem quase um terço do tamanho do bem-te-vi, estava montando seu ninho na grumixameira. O cara de pau do bem-te-vi a cada juntada de palhinha que os cambacicas traziam e costuravam, se metia no ninho roubava tudo e ia embora montar o seu. O estranho é que os cambacicas apesar de serem roubados a todo instante não pararam de trazer palhinhas e nem mudaram o local da constução do ninho. Pelo jeito eles sabem que depois do bem-te-vi roubar tudo que precisa para montar seu ninho ele os deixa em paz para montar o deles. É a natureza.

Esta primavera promete. Além de bem-te-vis e cambacicas já estarem preparando seus ninhos, os sabiás-laranjeira já estão cantando toda madrugada e fim-de-tarde, desde o começo de agosto. As amoreiras já estão carregadas, só amadurecendo as frutinhas. A goiabeira resolveu goiabar desde já e a pitangueira está preparando uma floração histórica.

sábado, 4 de agosto de 2007

Resta-nos vender soja e mostrar a Amazônia aos estrangeiros?

Reproduzo a seguir um artigo de José C. Azevedo, doutor em física pelo MIT e ex-reitor da Universidade de Brasília(UNB).
O artigo foi publicado no Estadão de 01/08/2007. Vale a pena.

O nome da crise

José C. Azevedo

A revista Le Nouvel Observateur da segunda semana de janeiro deste ano publicou o artigo Les milliards de Harvard (Os bilhões da Harvard), que revela fatos importantes para as universidades brasileiras.O fundo (endowment) que administra as doações feitas a Harvard possuía então US$ 30 bilhões; mais da metade dos 425 maiores doadores são ex-alunos e filhos de ex-alunos dessa instituição que possui 45 Prêmios Nobel entre seus ex-estudantes, ex-professores e atuais professores. A uns quatro quilômetros da Harvard está o Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde tal relação é de 62 Prêmios Nobel. O endowment da Harvard reúne 10.800 fundos e o primeiro deles surgiu em 1649, 13 anos após a sua criação; só a Harvard Business School recebeu em 2006 cerca de US$ 600 milhões em doações. Os fundos das dez universidades mais ricas dos EUA ascendem a US$ 180 bilhões, mais de 10% do produto interno bruto (PIB) da França, observou a revista.Em março de 1997 o Bank Boston publicou o relatório MIT - the Impact of Innovation, sobre resultados das atividades do MIT: naquele ano, havia 4 mil companhias pertencentes a oriundos do MIT, que empregavam mais de 1 milhão de pessoas e geravam lucros anuais superiores a US$ 232 bilhões; entre elas estão a Hewlett Packard, Intel, Raytheon, National Semiconductor, Texas Instrument e McDonald Douglas; 1.065 empresas do Estado onde se encontra o MIT empregavam 353 mil pessoas e geravam lucros anuais de US$ 53 bilhões.Há alguns meses os físicos M. Tegmark e J. A. Wheeler revelaram que, no ano 2000, cerca de 30% do PIB americano (isso corresponde a umas seis vezes o PIB brasileiro) decorreu de invenções que se fundamentam na teoria dos quanta, o que comprova as palavras do Prêmio Nobel S. Weinberg em seu livro Facing up, Science and its Cultural Adversaries (Harvard University Press. 2001): 'Estou convencido de que sem as nossas grandes universidades de pesquisa teríamos de nos manter nos EUA plantando soja e mostrando o Grand Canyon a turistas alemães e japoneses.'Entre as instituições que classificam universidades, o Instituto de Educação Superior da Universidade Shanghai Jiao Tong, na China, usa informações sobre a qualidade aferida pelo número de alunos, ex-alunos e professores que receberam a Fields Medal, o Nobel e prêmios semelhantes; os artigos publicados na Science e na Nature, por exemplo, e os listados no Science Citation Index e no Social Science Citation Index. Ele as classificou até a centésima posição e, a partir daí, as posicionou entre limites: no rol das 30 melhores há 22 norte-americanas, 4 inglesas, 2 japonesas, 1 canadense e 1 suíça - a USP ficou entre a 153ª e a 200ª e a Unicamp, entre a 300ª e a 400ª.Dom Pedro II governou o Brasil por 49 anos, quando éramos um dos países mais importantes do mundo e o imperador era exemplo de honradez, sabedoria e cultura. Foi a nós que os EUA recorreram para ajudá-los a vencer a guerra contra a Espanha e para isso lhes vendemos três cruzadores, rebatizados com os nomes USS Olympia, USS Maine e USS Oregon. Quanto a dom Pedro II, morreu pobre ('o tempora, o mores'...), num quarto de um modesto hotel em Paris, e foi o governo da França que lhe prestou as honras de chefe de Estado, sob protestos do embaixador brasileiro em Paris. Segundo os jornais da época, 'havia tanta gente nos funerais do imperador quanto nos de Victor Hugo'. Por que o Brasil é tão atrasado em relação aos EUA e por que, desde o fim do Império, eles se desenvolveram tanto e nós somos atrasados? Muitos atribuem isso à descoberta do carvão e do petróleo naquele país, mas o sensato é concordar com Weinberg e dizer que isso se deve à falência da educação brasileira, que é hoje uma das piores do mundo. Apesar disso, nada abala o poder público.Na aula inaugural dos cursos da Faculdade Nacional de Direito, proferida em 1955, sobre A Educação Jurídica e a Crise Brasileira, San Tiago Dantas alertou: 'A sociedade brasileira de hoje oferece um exemplo perfeito da crise determinada pela perda de eficácia ou poder criador da classe dirigente. Os que se acham no comando da sociedade perderam gradualmente o poder de encontrar soluções para os problemas, não só para os problemas criados pelo meio físico e pelas exigências da civilização material, como para os problemas de autogoverno da sociedade, inclusive o da transmissão de seu acervo cultural através da educação. A incapacidade da classe dirigente para criar, assimilar, executar e adaptar as técnicas necessárias ao controle do meio físico e do meio social já permitiu que se iniciasse entre nós, sobretudo nos centros urbanos e nas regiões mais adiantadas, onde a pressão dos problemas irresolvidos se faz sentir com maior intensidade, o processo de secessão da classe dirigida... Quando fracassa a classe dirigente na sua função específica de resolver problemas e de manter em uso as técnicas de controle da sociedade e da natureza, cabe um papel histórico às universidades e às escolas, pela capacidade que deve ter toda corporação estudiosa de se desprender, pelo raciocínio, dos processos sociais de que participa, e medir a sua extensão, verificar o seu sentido e apontar os meios de retificá-los.'No Brasil, reitorias são invadidas, há greves sem fim e ameaças de invasões em larga escala em agosto; o patrimônio público é dilapidado, alunos agem como vândalos e agridem professores, o ensino fundamental faliu, seus professores são mal pagos e faltam bibliotecas e laboratórios. Leis e decretos surgem em catadupas e nada alteram. Qual a influência de cada universidade pública na economia brasileira? Resta-nos vender soja e mostrar a Amazônia aos estrangeiros?

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Vida dura!

Duas fotos copiadas no UOL, que mostram a dura convivência das nossas queridas aves com a "natureza" inventada pelos Homo sapiens.
Ave (Psitacídeo impressionante) agarra uma nota de dinheiro que foi doada ao zoológico de Bancoc para melhorar as condições de tratamento dos animais

Barbara Walton/EFE

Reflexo
Uma ave tenta se enfrentar na própria imagem refletida no para-choques de um carro.

sábado, 21 de julho de 2007

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Quem avisa amigo é!

Tomas Sigrist e Eduardo Bretas estão lançando (previsto para outubro/2007) um Guia de Campo - Aves do Brasil Oriental. Quase não temos publicações desse tipo no Brasil, o terceiro país do mundo com maior número de espécies registradas.

Abaixo algumas características que terá o Guia e dois exemplos das pranchas que o comporão.

Características:

- Formato de bolso 12 x 19 cm;
- 448 páginas;- 158 pranchas ilustradas;
- Índice ilustrado das familias;
- Mapas de ocorrência;
- Mais de 1160 espécies;
- Mais de 2000 plumagens ilustradas;
- Versão Bilingue.

O Guia está em fase de pré-lançamento, e no site Avis Brasilis é possível fazer uma reserva para comprar o guia com desconto. Acho que vai valer a pena. Tenho o livro "Aves do Brasil uma Visão artística" do Tomas Sigrist, que é muito bom.


"Este Guia tem como propósito facilitar a prática da observação de aves no Brasil, incentivando esta atividade em nosso país. Sua área de abrangência coincide com a área de maior concentração populacional e de desenvolvimento sócio-econômico no Brasil e tambem com uma enorme diversidade avifaunística, englobando as aves oceânicas, dos cerrados, caatingas e das florestas costeiras e de muitos outros biomas ameaçados de nosso País. Seu formato foi planejado para ser facilmente transportado em excursões e saídas de campo, como um auxiliar na identificação das espécies de aves que ocorrem em ambientes extra-amazônicos e pode ser utilizado como um complemento adicional à obra: Aves do Brasil, uma visão artística."

Mapa de abrangência das aves abordadas no Guia.

sábado, 14 de julho de 2007

Ramphocelus passerinii (Passerini´s Tanager) em plena Serra do Japi ?

Uma descoberta interessante.
No feriado de Corpus Christi passado fomos para um belo Hotel-fazenda, o Fazenda Montanhas do Japi, em Jundiái, perto de São Paulo. Lá fotografamos um pássaro, claramente do gênero ramphocelus, porém, não era exatamente igual a nenhum ramphocelus que temos no Brasil. Enviei as fotos e solicitei ajuda ao ornitólogo Johan Dalgas Frisch, que num primeiro momento até achou que poderia ser uma nova espécie. Mas depois verificou que poderia ser o Ramphocelus passerinii, espécie encontrada exclusivamente do Panamá ao sul do México. Ele enviou as fotos para o professor Jaques Vielliard da Unicamp que confirmou parecer ser mesmo um exemplar de passerinii. Agora, como ele foi parar na Serra do Japi é um mistério. Vielliard escreveu que provavelmente ele escapou de algum cativeiro.
Algumas fotos do ramphocelus passerinii da Serra do Japi.

Agora uma foto que obtive da internet do Passeriniis Tanager fotografado na Costa Rica. Fonte: http://jrscience.wcp.muohio.edu/costa_rica_animals_04/sierpe_river_system/scarlet_rumped_tanager_04.jpg

Todas as fotos acima são do macho da espécie. A fêmea é bem diferente. Abaixo vai uma foto de uma fêmea da subespécie Ramphocelus costaricensis.

Fonte: http://fireflyforest.net/firefly/2006/06/12/cherries-tanagers/

domingo, 1 de julho de 2007

DEVASTAÇÃO DA MATA ATLANTICA- UM PRESENTE PARA BLUMENAU: 100 km de mata ciliar salvos

Reproduzo a seguir texto que recebi do Germano Woehl Jr. do Instituto Rã-bugio. Valeu Germano e Elza, parabéns pelo trabalho de vocês e de todo o pessoal do Rã-Bugio.

UM PRESENTE PARA BLUMENAU E FUTURAS GERAÇÕES

Mais de 100 quilômetros de matas ciliares preservadíssimas (de rios, córregos e riachos da bacia hidrográfica do rio Itajaí) e com milhares de bichos salvos da devastação.

Nesta sexta-feira, concretizamos a compra de mais uma área preservada nas cabeceiras do rio Itajaí, que beneficia Blumenau, Itajaí e mais dezenas de municípios.


Já detemos mais de 200 hectares de Mata Atlântica, boa parte intocada (floresta primária), com árvores centenárias, nas cabeceiras do rio Itajaí, nos municípios de Itaiópolis e Santa Terezinha. Tudo está sendo transformada em RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural, situação onde nunca mais poderá ser desmatada.

Se estas áreas não forem compradas, serão todas devastadas, como já está ocorrendo – de forma muito intensa. Poderosos devastadores (investidores em reflorestamento de pinus) estão comprando grandes extensões destas áreas preservadas para devastar em seguida. Graças às nossas ações, salvamos CONCRETAMENTE mais de 100 quilômetros de matas ciliares nos últimos dois anos. Para quem gosta de pensar em termos do número de árvores, devem ter sido salvas algo em torno de 10 milhões de árvores, considerando as mudinhas e árvores jovens e adultas.

Além da compra, evitamos que muitas áreas do entorno fossem devastadas com apoio do IBAMA-SC, POLÍCIA FEDERAL, POLÍCIA AMBIENTAL DE SC, MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL E FEDERAL. Conseguimos agir antes da ação criminosa dos devastadores. Seguem anexadas fotos de um exemplo, onde um devastador (procedente de Blumenau-SC) rasgou 7 quilômetros de estrada e iria devastar tudo para plantar pinus. Graças ao empenho dos fiscais do IBAMA-SC (de Florianópolis) que chegaram a tempo, a mata foi salva. No entanto, há dezenas de casos semelhantes e não temos como agir em todos estes casos.

QUANTO CUSTOU O INVESTIMENTO DESTE PROJETO?

Para compra das áreas, que somam mais de 200 hectares, foram utilizados recursos pessoais (dos dirigentes do Instituto Rã-bugio, das economias do casal Germano & Elza) e foram gastos cerca de R$ 100 mil. Observem que custa tão pouco para salvarmos estas últimas áreas preservadas de Mata Atlântica (que abrigam milhares de espécies de plantas e animais), que prestam um serviço tão essencial para a população.

Estamos buscando parcerias para comprar ainda neste ano uma área 4 vezes maior (parte com floresta primária – virgem) do entorno destas áreas já adquiridas e salvar mais algumas centenas de quilômetros de mata ciliar, milhares de animais (muitos dos quais da lista dos ameaçados de extinção), que se não forem compradas serão certamente destruídas, o que aumentará consideravelmente o risco de ocorrência de grandes tragédias em Blumenau a curto prazo, com enchentes e com a falta de água.


Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Jaraguá do Sul, SC
http://www.ra-bugio.org.br/

sábado, 30 de junho de 2007

Nova espécie de ave brasileira - Papa-formigas-do-sincorá - Formicivora grantsaui

Deu na Revista Atualidades Ornitógicas nº 136: uma nova espécie de ave brasileira foi descrita. É a formicivora grantsaui, apelidada de papa-formigas-do-sincorá, em referência ao local em que foi encontrada, a Serra do Sincorá, na Chapada Diamantina. O nome científico homenageia o ornitólogo Rolf Grantsau.
Foto: Formicivora grantsaui - Acima - macho; abaixo - fêmea. Fotos: Sidnei Sampaio. (fonte: atualidades ornitológicas)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Pássaro sorridente (Clytoctantes alixii) fotografado pela primeira vez

Notícia publicada no O Eco pelo jornalista Eric Macedo.

Depois de 40 anos de sumiço, o pássaro Clytoctantes alixii, morador das florestas venezuelanas e colombianas, foi fotografado pela primeira vez na história. Desde 1965 ele não era avistado e recentemente foi reencontrado nos dois países. O bico da ave tem uma curvatura peculiar, que faz com que ela pareça estar sorrindo constantemente. O fato levou a National Geographic, que publicou em seu site a fotografia, a compará-la à Monalisa do mundo dos pássaros.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Tucanuçus trocando idéias

Aproveitando a publicação das fotos de um tucanuçu no fotoblog Surucuá, publico a seguir um pequeno vídeo que gravei no Pantanal, de 4 Tucanuçus trocando idéias. É interessante para conhecer o estranho som que os tucanos emitem.

Para completar a postagem recomendo o acesso ao Blog Pássaros e Fotos que mostra uma das fotos mais interessantes de tucanuçus que já vi. Vale a pena