Com seus exuberantes trajes emplumados e danças refinadamente coreografadas, as aves-do-paraíso transformam a floresta tropical úmida no palco de um espetáculo de tirar o fôlego. O que há por trás dessa extravagância animal?
Ines Possemeyer
Ei, pintassilgo. Oi, pintaroxo, Melro, uirapuru. Ai, chega-e-vira, Engole-vento, Saíra, inhambu. Foge asa-branca. Vai, patativa, Tordo, tuju, tuim. Xô, tié-sangue. Xô, tié-fogo. Xô, rouxinol, sem fim. Some, coleiro. Anda, trigueiro. Te esconde colibri. Voa, macuco. Voa, viúva, Utiariti. Bico calado. Toma cuidado. Que o homem vem aí. O homem vem aí!
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| Gavião-carijó (Rupornis magnirostris), fotografado no bairro de Vila Mariana em São Paulo - foto de Luiz Álvaro de Toledo Barros Jr. |

É a saracura mais comum.
Vive principalmente na faixa mais próximo da costa nas regiões Sul e Sudeste.
É encontrado em florestas e matas, preferindo as áreas pantanosas e alagadiças. É bem arisco, mas nas áreas mais descampadas é fácil de avistar.

"Mede cerca de 18centímetros. A grande característica da espécie é a base branca do bico do macho. Parece uma peça de porcelana, pelo brilho e formato. Fêmeas e machos juvenis não a possuem. Nesses últimos, o bico vai adquirindo, pouco a pouco, a coloração final, Desse modo, algumas aves com plumagem feminina e base do bico destacada podem ser os machos juvenis. Nos machos, o negro domina a plumagem do corpo, com tons avermelhados na parte da frente. O vermelho destaca-se conforme a iluminação do local e aumenta de intensidade em aves tomando sol, quando as penas são afastadas entre si, algumas na cabeça parecendo cabelos, ao serem eriçadas. As fêmeas e machos juvenis apresentam o negro na parte superior do corpo e as partes inferiores lavadas de marrom avermelhado. Vários machos estão presentes nos bandos, o que permite logo a identificação da espécie, caso haja dúvidas quanto à fêmea. "
fonte: wikiaves

"O bem-te-vi-rajado é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. Esta espécie Pode ser confundido com o bem-te-vi-pirata (Legatus leucophaius) e com o peitica (Empidonomus varius), mas é maior que os dois. É uma espécie geralmente solitária e quieta, cantando com mais intensidade ao entardecer ou nas primeiras horas do dia. "
fonte: wikiaves



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| foto de Hélvio Romero |
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| Publicado em: 16/08/2010 19:20 |
| Artistas compõem dez músicas em 24 horas a partir de notícias de jornais Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA Compor dez músicas em um prazo de 24 horas a partir de notícias retiradas de jornais. Essa foi a proposta da terceira edição do projeto Disco Em Um Dia, da Panela Produtora, que aconteceu, na última sexta-feira (13), na sede da produtora, no bairro da Vila Madalena (SP), e reuniu artistas do selo e seus sócios/produtores Daniel Galli, Edu Santana, Filipe Trielli e Diego Gomes.Para os participantes do desafio, o dia começou às 9h da manhã, com a compra dos jornais que dariam origem às músicas. O processo era um grande desafio artístico. Compor letra e arranjo, gravar, mixar e jogar o produto no site da produtora para download antes do fim do prazo, na manhã de sábado. m 2010, em acordo com as edições anteriores, foi escolhido um dia com apelo folclórico: a sexta-feira 13. A primeira empreitada aconteceu em 29 de fevereiro de 2008, e o mote era o ineditismo da ocasião, que ocorre de quatro em quatro anos. A segunda, em 1º de abril, permitiu até mesmo que a Panela anunciasse a pouco provável participação de João Gilberto nas gravações. O convite, segundo Diego Gomes, é elogiado pelos mais desinformados até hoje. "Tem gente que me fala: Pô, eu lembro, mó legal, né?! Até o João Gilberto participou, né, cara? (risos)", conta.O objetivo da iniciativa, transmitida em tempo real pela Internet, segundo Daniel Galli, é testar o potencial criativo dos compositores em um esforço concentrado. "Pegamos notícias de jornal para comprovar que o tema foi escolhido no dia", explica. Às 20h30, quando a reportagem do Portal IMPRENSA chegou à Panela, quatro músicas já estavam praticamente prontas, inclusive a "escalada" do dia, "Sexta-feira 13 não assusta mais ninguém", feita a partir de um apanhado das notícias. Ao mesmo tempo, "O punk não morre", inspirada nas declarações do presidenciável Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) sobre a legalização da maconha, estava sendo mixada. O lançamento do livro "O aprendiz de cozinheiro", do jornalista e biógrafo Bob Spitz, rendeu "Tudo acaba em suflê", retirada do título da matéria publicada noBrasil Econômico. Às 21h25, Daniel e a cantora Rosana Galli já ensaiavam o blues "seis por oito" com referências gastronômicas. De todas as músicas produzidas durante as 24 horas, a mais notável ganhou vida às 4h20 da madrugada de sábado. "O viaduto e o violino", composta a partir do clique de Hélvio Romero, do Estadão, capturou parte do cotidiano do violinista José Rosa, que se apresenta no viaduto do Chá, no centro de São Paulo. O destaque da música fica por conta de ter sido a única feita a partir de uma fotografia. Após gravar a voz definitiva da faixa, a cantora Rhaissa Bittar foi "apresentada" à foto do violinista José Rosa e permaneceu olhando fixamente para a imagem por mais de dez minutos. Quando IMPRENSA deixou a sede da Panela, às 6h10 da manhã de sábado, oito músicas estavam prontas; duas ainda não existiam; metade da equipe da produtora se estendia exausta no sofá; e era inevitável o comparativo do Disco Em Um Dia com as "Viniçadas" descritas pelo jornalista Nelson Motta em seu clássico "Noites Tropicais", quando artistas da década de 1950 vararam a madrugada na casa do poeta Vinícius de Moraes com o único e simples objetivo de homenagear a arte por meio da criação espontânea e despretensiosa da música pela música. |
Um mutirão para pegar passarinho
