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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Parque Nacional de Manu - Peru

Um dos sonhos de todo birdwatcher, o Parque Nacional Manu, na Amazônia peruana, próximo a Cuzco. Inacreditável diversidade, 925 espécies de aves. Deve ser sensacional, mas, para nós brasileiros, que temos a amazônia a 3 horas de vôo aqui de São Paulo. O Pantanal, a 2 horas, e a mata atlântica aqui do lado, até que estamos muito bem. Será que é melhor que a região do Cristalino em Alta Floresta, Norte do Mato Grosso?


"Sul do Peru é grande santuário de pássaros
No gigantesco Parque Nacional de Manu, revoadas colorem e movimentam o céu peruano
Camilla Veras


O território peruano é a materialização dos sonhos de qualquer observador de pássaros. O país é dono de uma das maiores biodiversidades de aves, que se espalham por toda sua extensão.

Das três regiões turísticas do Peru - Norte, Centro e Sul -, esta última promete maior qualidade para a prática do esporte. O motivo é simples: só o Parque Nacional de Manu abriga cerca de 925 espécies.


Penugem exuberante do galinho-das-rochas, ave-símbolo do Peru
Crédito: PROMPERU


O ecossistema de transição entre a cordilheira dos Andes e a selva amazônica, que se alastra por altitudes que vão de quatro mil metros até 250, serve de morada para aves raras, como a águia harpia, o jaburu e o galo-das-rochas.

A riqueza natural de Manu foi declarada Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade em 1983 e, desde então, cada vez mais pessoas querem ver acontecer diante de seus olhos as interações entre as diversas formas de vida que dividem espaço por lá.

Pode-se chegar à reserva a partir de Cusco - cidade já bastante conhecida dos viajantes brasileiros. Mesmo quem quiser fugir do sufoco das estradas peruanas que ligam Cusco a Shintuya e decidir tomar um avião até Boca Manu (desembocadura do rio Manu em Madre de Dios), ainda vai ter que encarar seis horas de bote até chegar ao acampamento.

Por isso, o roteiro vai agradar também os aventureiros. Entre maio e outubro - época de manhãs quentes e noites frescas -, amantes de pássaros de todas as partes chegam ao parque com agências de viagem, as únicas com permissão para fazer os roteiros.

As principais atividades turísticas que oferecem envolvem ecoturismo, observação da flora e fauna (que se distribuem em 1,76 milhões de hectares de parque!) e trekking na selva - com guias especializados e, até, naturalistas (estudiosos de ciências naturais, como botânica ou geologia).

Confira agência que faz o roteiro: http://www.manuadventures.com/
"

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Xexéu



O xexéu é uma das minhas aves favoritas. Tenho grande simpatia por eles. São vistosos, barulhentos e engraçados. Tem várias características muito interessantes, como o ninho em forma de bolsa. Vivem, na época de reprodução, em grandes colônias, ás vezes com mais 100 aves. A esperteza de imitar o canto de várias outras aves e, na verdade, imitam qualquer som. Muitas vezes instalam colônias de ninhos em árvores com ninho de vespas venenosas, para afugentar predadores. No entanto, não são capazes de enfrentar um único tucano, que visita os ninhos, um a um, furando a palha e comendo os ovos.
Certa vez, no Hotel do Sesc Pantanal, fomos observar aves bem cedinho, umas 6h30 da manhã. No jardim do hotel, ao lado de uma palmeira com um monte de xexéus, começamos a ouvir um som forte de serra elétrica. Mas serra elétrica ligada ás 6h30 da manhã ao lado de um hotel seria muita insensibilidade. Na verdade, descobrimos que era um xexéu que estava imitando o som da serra que ele ouvia o dia inteiro, por conta de uma reforma que o hotel estava fazendo.

Veja no vídeo abaixo uma colônia de xexéus e a algazarra que aprontam.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tostão, o papagaio

No final dos anos 60, quando eu tinha uns 7 anos, ganhamos um papagaio, trazido por um parente que tinha umas terras, provavelmente griladas, em Mato Grosso. O papagaio ganhou o nome de tostão, em homenagem ao eterno Tostão, craque de bola, que na época estava no auge. Acho que tostão, o papagaio, se esforçava para tentar um bom relacionamento com a gente. Não era de ficar respondendo a qualquer chamada de loro e a cafunés de qualquer um. A única frase entendível que eu me lembro que ele emitia era, Sú me dá café? Quando estavamos tomando café da manhã na sala ele vinha voando da área de serviço para participar junto com toda a família. Viver num apartamento em São Paulo não é para qualquer um, muito menos para um papagaio, nascido na vastidão do Mato-Grosso. Ele aguentou pouco tempo com a gente. Num certo dia sumiu pela janela.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Amazona aestiva, o papagaio-verdadeiro


Ave emblemática, quase mítica. Está virando raridade livre na natureza. Nas minhas andanças de birdwatcher só consegui ver o amazona aestiva duas vezes. Uma, pelo scope, no alto da torre de 50 m do Cristalino Jungle Lodge, em Alta Floresta. A outra no Pantanal de Poconé. Nem uma boa foto consegui tirar.

Um vídeo (gravado por Haroldo Palo Jr. no Pantanal)


Características muito interessantes (por Paulo de Tarso Zuquim Antas)

É a espécie de papagaio mais procurada pelo comércio ilegal de aves vivas, por “aprender” a falar. É o loro encontrado desde as aldeias indígenas até nas cidades, apesar da ilegalidade do comércio. Na verdade, ele não fala no sentido exato da palavra. Por viver em grupos e ter uma intensa atividade de contatos vocais com outros papagaios, mesmo membros de um mesmo casal, está sempre repetindo os sons do grupo. Muitos desses sons são aprendidos ao longo da vida e situam-se na mesma faixa de emissão da fala humana.
O comércio é feito através da captura de aves nos ninhos, com poucos dias ou semanas de vida. Criados artificialmente, entram em contato conosco e nossos sons de contato, a fala. Passam a repeti-los, articulando palavras e, até mesmo, frases, para participar da atividade social do grupo humano onde estão, agora, inseridos. Com a idade, perdem ou diminuem a capacidade de aprender novos sons. Dessa maneira, diz-se que papagaio velho não aprende palavra nova.
Na natureza, formam grupos nas áreas de dormida e, ocasionalmente, em locais de alimentação. Durante o dia, os casais deslocam-se para áreas específicas, voltando à noite. Eventualmente, pequenos bandos seguem esses casais. Mantêm contato através de uma seqüência de dois gritos, semelhantes a latidos de um cachorro, escutados à distância e mais fortes no início. (clique aqui para ouvir)
No começo do período reprodutivo, no início da baixa das águas do Pantanal, os casais saem do grupo e estabelecem territórios de nidificação, de onde todos os outros papagaios-verdadeiros são agressivamente expulsos. Chegam a realizar ataques em vôo, usando as garras e bico para atacar as outras aves. Em casos extremos, embolam-se no ar, lutando até próximo do chão.
O macho, na população do Pantanal, é um pouco maior do que a fêmea. Essa condição pode ser notada quando voam juntos e passam perto do observador. Fazem uma postura de 3 ovos, chocados pela fêmea (pelo menos em cativeiro) durante 25 dias. Os filhotes nascem com intervalos de dois a três dias. Em anos muito bons de alimentação, sobrevivem até dois por ninho. Em geral, um filhote sai do ninho depois de 60 dias de nascido.
No juvenil, a plumagem é semelhante à do adulto, com dominância do verde em todo o corpo, um pouco mais claro na barriga. Na cabeça, o azul da testa e o amarelo da cara, garganta e alto da cabeça são pouco evidentes ou ausentes. Bico negro, uma das características principais da espécie, junto com as penas vermelhas na dobra, na asa (no chamado espelho, sobre a asa) e em uma bola na base das penas longas da cauda. As duas marcas vermelhas da asa são mais evidentes em vôo, embora sejam observadas na ave pousada (fotos).



A quantidade de azul e amarelo na cabeça varia de indivíduo a indivíduo, bem como com a idade. Existem, porém, exemplares quase sem amarelo. No Pantanal, há uma grande parcela de aves com muito amarelo na cabeça.
Alimenta-se de sementes, frutos e flores. Quando está pousando ou alimentando-se, raramente grita. Na estação reprodutiva, no entanto, fica pousado em um galho evidente e emite uma série de gritos diferentes, como os dos papagaios de cativeiro.
Aparece em todos os ambientes da RPPN, dirigindo-se ao anoitecer para pousos comunais nas matas secas e cerradões da reserva. É o papagaio mais freqüente em toda a RPPN, sendo a população do Pantanal a mais importante da espécie no Brasil. A captura para o comércio ilegal e a alteração dos cerrados e caatinga diminuiu sua população em grandes extensões do centro-oeste e nordeste brasileiros, apesar da espécie não estar em risco imediato de extinção.

domingo, 5 de outubro de 2008

Abelharucos


A edição de outubro/2008 da sempre estupenda revista National Geographic Brasil está ótima. Tem uma reportagem fotográfica de um pássaro muito interessante e com um nome popular (traduzido não sei de que forma) muito intrigante. É o Abelharuco, da família Meropidae. O nome em inglês é mais esclarecedor, bee-eater, ou seja, comedor de abelhas. É uma ave que não voa no Brasil e na América, é habitante da Europa, África e Ásia ocidental. Mas pelo que eu li na reportagem achei que tem muitas semelhanças com as nossas arirambas, aves da família Galbulidae.
A seguir uma reprodução de parte do artigo da National, revelando o comportamento interessantissimo dos abelharucos, e algumas das maravilhosas fotos.
O texto é de Bruce Barcott. As fotos são de József L. Szentpéteri. A última foto é de uma ariramba, foi tirada por Gill Carter no Rio Cristalino, Alta Floresta, Mato Grosso, Brasil.



"Keats, o poeta romântico da Grã-Bretanha, tinha o seu rouxinol. O americano Poe, não menos romântico, escolheu o corvo. A vida do abelharuco-europeu (Merops apiaster), porém, plena de intrigas familiares, perigos, tramóias e resplandecente beleza, está mais para epopéia, disseminando-se por vários continentes. O abelharuco dispara pelo céu com seu chamativo traje multicolorido: coroa marrom-avermelhada, máscara preta, peito turquesa e penas na garganta da cor de trigo maduro. Vestes adequadas a um pássaro que gosta de viver perigosamente.

Fazendo jus a seu nome, o abelharuco adora comer abelha, embora também aprecie libélula, mariposa, cupim, borboleta - quase tudo que voe. Depois de abocanhar seu lanchinho em pleno vôo, o pássaro retorna ao poleiro para extrair o veneno da abelha. Com o inseto preso no bico, ele soca a cabeça dele num lado do galho, esfregando seu abdome - onde fica a bolsa de veneno - do outro lado. A esfregação faz com que a abelha libere suas toxinas.



A vasta maioria desses pássaros forma clãs que se encarregam de criar os filhotes durante a primavera e o verão, numa ampla extensão territorial que vai da Espanha ao Cazaquistão - um pequeno grupo vive principalmente na África do Sul. Fazendas, campos e vales fluviais abrigam uma fartura de colônias de insetos. Quando topam com uma colméia, os pássaros esbaldam-se - um pesquisador encontrou uma centena de abelhas no estômago de um abelharuco próximo a uma colméia.

As abelhas-européias passam o inverno recolhidas no interior da colméia, o que faz secar a principal fonte alimentícia do abelharuco. Assim, no fim do verão termina o idílio dos pássaros jovens, cujos clãs iniciam longa e perigosa jornada. Bandos massivos de abelharucos da Espanha, da França e do norte da Itália cruzam o estreito de Gibraltar para sobrevoar o Saara rumo a seus territórios invernais na África ocidental. Abelharucos da Hungria e de outras partes da Europa central e do leste atravessam o Mediterrâneo e o deserto da Arábia para invernar no sul da África.



"Tais migrações constituem um estratagema de alto risco", diz C. Hilary Fry, ornitólogo britânico. Ao convergir para o Mediterrâneo, as aves vêem-se forçadas a despistar um tipo de falcão predador que alimenta seus filhotes com pássaros canoros migrantes. "Pelo menos 30% dos abelharucos serão abatidos pelos predadores ou por outros fatores, antes que possam retornar à Europa na primavera seguinte", afirma Fry.

Assim que os pássaros chegam à África, a época do acasalamento começa em grande estilo. Os machos permanecem com o próprio clã, recebendo a visita de fêmeas "estrangeiras", enquanto suas fêmeas partem em missão de adicionar seus genes a outros grupos distantes. Essa prática, restrita aos indivíduos jovens, garante uma saudável mistura de DNA a cada geração - os pássaros mais velhos tendem à monogamia. Dessa maneira, machos espanhóis cruzam com fêmeas italianas, pássaros húngaros se encontram com cazaques, e todos formam seus pares fixos pelo resto da vida.



Quando abril chega, é hora de voltar para a Europa. Machos de 1 ano de idade retornam a seus locais de origem com as novas companheiras. Seus lares são cavados nas encostas de arenito ou barrancas arenosas dos rios já plenas de tocas escavadas por outros pássaros no passado. São túneis ovais do comprimento de uma perna masculina e com um punho de largura. Os abelharucos desprezam as tocas já existentes e constroem as próprias. Eles bicam e escavam por mais de 20 dias de enfiada. Ao fim do trabalho terão removido de 7 a 13 quilos de terra - mais de 80 vezes o seu peso, que oscila entre 44 e 78 gramas -, desgastando em 2 milímetros seu bico.

A época da nidificação é própria para alianças familiares e muita intriga. Os membros da família Meropidae, que inclui 25 espécies de abelharucos, são conhecidos pelo espírito cooperativo com que criam sua prole. Em uma dada colônia é possível haver numerosos "auxiliares de ninho" - filhos ou tios que ajudam a alimentar os filhotes de seus pais ou irmãos. De um ponto de vista evolucionário, os auxiliares também se beneficiam: pais que contam com eles podem prover suas crias com mais alimento, garantindo dessa maneira a linhagem familiar.

O negócio então é recrutar auxiliares. Os abelharucos-europeus os encontram entre os machos cujos próprios ninhos não prosperaram devido a causas naturais. No entanto, trapaça e roubo não são incomuns. "Quase tudo de perverso que você puder pensar acontece nessas colônias", diz o biólogo Stephen Emlen, da Universidade Cornell. Se uma fêmea sai da toca para se alimentar, outra pode se insinuar lá dentro para botar seus ovos - uma tática que visa enganar a vizinha induzindo-a a cuidar da prole alheia. De modo semelhante, se um macho deixa o ninho desprotegido, outros podem aproveitar a oportunidade para copular com sua "senhora". Certos abelharucos partem ocasionalmente para a franca roubalheira assediando vizinhos que tentam retornar ao ninho carregando comida até vê-los derrubar o inseto, logo apanhado pelo ladrão, que bate asas em retirada.



É uma vida curta e espetacular. Um abelharuco-europeu pode chegar aos 5 anos de idade, talvez 6. Os rigores da migração, que incluem escapar de falcões ao longo da jornada, cobram seu preço a todos os pássaros. Os abelharucos hoje em dia arcam com a perda de insetos para os inseticidas e a extinção dos locais de nidificação, como rios que viram canais com margens concretadas. Mas que bela história a deles, apesar de curta: caçadas a abelhas, amor livre, assaltos a colméias, intrigas nos ninhos e as travessias de Gibraltar. Dizem os compêndios sobre pássaros que os abelharucos são muito "comuns em todas as áreas de ocorrência da espécie". No entanto, chamar esse pássaro tão belo e audaz de "comum" é uma tremenda injustiça."

O mais recente livro de Bruce Barcott é The Last Flight the Scarlet Macaw. Jószef L. Szentpéteri fotografou libélulas para a edição de abril de 2006.



sábado, 27 de setembro de 2008

Açaí de Juçara


O Tucano-de-bico-verde adora o açaí da palmeira juçara. O jacuguaçu também.


Em janeiro, publiquei um artigo do jornalista Herton Escobar, com o título de "Açaí de palmito juçara é opção à extração ilegal". Ontem, Maria das Graças Parada do CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira)escreveu um comentário a respeito do artigo. Achei muito interessante e resolvi destacá-lo nesta postagem.


"Na Bahia, a Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira), está estimulando o plantio da juçara para produção de frutos e aproveitamento da polpa. Distribuimos em torno de 200 mil sementes pre germinadas no inicio deste mes. Fizemos uma análise quimica dos dois (açaí e juçara) e a juçara ganhou em ferro, potássio e zinco; nos outros nutrientes não deixou a desejar. Além disso tem 3 vezes mais flavanoides que o açaí. O sabor é diferente (é neutro) e a cor é rôxa, bonita, dá gosto beber ou tomar na cuia, igual como fazemos com o açaí. É o "açaí na tigela" e a "juçara na cuia". O mix com banana e xarope de guaraná é uma delícia e o sorvete misturado com cupuaçu , cacau, graviola, etc., é super... Tem tudo pra "pegar", estamos apostando nisso.
Maria das Graças Parada - gracaparada@ceplac.gov.br

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Louca escapada

Só podia ser um beagle. Reparem que não deve ter sido a primeira vez. O dono parece que até já colocou um reforço na madeira na parte de cima da porta e uma pedra no telhado. Mas não teve jeito.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

DVD-ROM com fotos e gravações de aves


Recebi esta mensagem e estou divulgando. Quem puder ajudar.

"Olá todos,

Um grupo de ornitólogos e observadores de aves,
do qual eu faço parte (os outros são Andrew
Whittaker, Arthur Grosset, Ciro Albano, Dante
Buzzetti e Ricardo Parrini) vai publicar um
DVD-ROM com fotos e gravações de aves
brasileiras. Estamos finalizando volume 1,
espécies não-amazônicas. Este volume terá mais de
1.050 espécies e de 180 delas não temos nenhuma
foto ou nenhuma foto boa. Gostariamos de saber se
alguns fotógrafos, associados da ornitobr, possam
contribuir com fotos de algumas das espécies que
faltam. Coloquei um arquivo com uma relação
destas espécies na pasta 'DVD-ROM' na página da ornitobr.

Não temos patrocínio para esta obra e
infelizmente não temos verba para pagar por estas
fotos. Porém, esta seria uma oportunidade para
publicar seu trabalho nacional e
internacionalmente. Também seria de interesse da
comunidade ornitológica que o DVD-ROM fosse o mais completo possível.

Solicito a quem quiser participar a gentileza de
enviar-me fotos com tamanho de 1600 x 1100 pixels
com resolução de 72 pixels / inch, em formato jpg com resolução máxima.

Coloquei na mesma pasta 'DVD-ROM' a relaçaõ das
espécies onde não temos voz . Muitas destas vozes
realmente naõ fazem muita falta (e.g. patos e
gaivotas) mas algumas são importantes e os bichos
não são raros, por exemplo Anthus furcatus,
Serpophaga sp. ("griseiceps") e Pseudoleistes
virescens. Gravações desta espécies (em mp3 mono)
também seriam muito bem vindas.

Abraços,

Jeremy"

As espécies sem foto e sem gravação podem ser vistas nos arquivos:

http://www.aves.brasil.nom.br/dvd/DVDROM-SEMFOTO.xls

http://www.aves.brasil.nom.br/dvd/DVDROM-SEMSOM.xls

As fotos podem ser enviadas para o e-mail: jefferson@indrix.net

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Da série PPSs maravilhosos que caem em nossas mãos

Recebi mais um pps com fotos tão sensacionais que as vezes a gente acha que não são de verdade, mas vale a pena reproduzir algumas, aí vão de 5 em 5:




sábado, 13 de setembro de 2008

Sabiá soltando a voz



O Sabiá que domina o território aqui em volta de casa está cantando que é uma beleza. Começa as 4 da matina e canta até umas 17h00. Não sou bairrista mas acho que o sabiá daqui canta mais bonito que os outros. É bem criativo.
Fiz uma estimativa meio rápida. A cidade de São paulo tem 1.500 km2, admitindo que cada sabiá macho ocupa um território médio de 1.000 m2, então em sampa temos 1,5 milhão de sabiás machos e mais 1,5 milhão de femeas, o que dá uns 3 milhões de sabiás, só na cidade. Deve ser a maior sinfonia do mundo animal. As 4 e pouco da manha, quando a cidade silencia, são 1,5 milhão de sabiás cantando ao mesmo tempo.
Que viagem.

domingo, 6 de julho de 2008

Céus sem Pardais


Me lembro que 20 ou 30 anos atrás a cidade de São Paulo, e muitas outras do Brasil, eram quase que infestadas de pardais. Reparo hoje em dia que já não é mais assim, o número de pardais caiu muito, já não é mais a ave predominante.
Os pardais que são aves originárias da Europa, Ásia e norte da África, foram trazidas no começo do século passado para o Rio de Janeiro para diminuir os insetos, só que a avezinha antes de insetos gosta mesmo é de grãos e como aqui tem grão o ano inteiro elas acabaram se espalhando rapidamente.
Segundo nota publicada na National Geographic, os pardais vem diminuindo drasticamente também na Europa. As razões são mudanças nas práticas agrícolas que resultaram em menor desperdício de sementes e grãos, o que acasionou a redução de pardais nas zonas rurais, e, nas zonas urbanas, devido ao aumento das áreas pavimentadas e diminuição das áreas verdes.
Pois é, até o pardal, uma ave que parecia tão habituada a vida nas cidades, sofre com a redução das áreas verdes, que, no meu entendimento incluem os terrenos baldios que com seus matinhos sempre desvalorizados alimentavam um grande número de aves granívoras.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Socózinho inteligente

Recebi este pequeno vídeo que mostra a incrível esperteza de 3 bichos. O mais interessante, na minha opinião, mostra uma ave, que parece um socozinho, utilizando um pedacinho de pão como isca para atrair e fisgar um peixe. Já tinha ouvido falar desse procedimento dos socózinho, mas ainda não tinha visto. O bicho é realmente muito esperto.