Ouvir um causo bem contado é bom demais. É o caso desse. Criado e contado pelo Paulo Freire, violeiro dos bons, daqueles que fez pacto com o capeta, o cão, o hermógenes. E ainda mais o Paulo na contação é acompanhado pela viola de Roberto Correa tocando Chuva Fininha.
Gosto muito dese causo, já ouvi centenas de vezes, mas toda vez que ouço me emociono novamente. Por isso resolvi compartilhar. Como não sei colocar som aqui no blog, gravei o causo em forma de vídeo, mas na verdade é só o áudio é que importa mesmo.
A gravação está no CD, muito, muito bom que eu recomendo que é o "Esbrangente" de Paulo Freire, Roberto Correa e Badia Medeiros.
Este é o texto que está no encarte do CD:
"Em Botucatu, muitos amigos de Angelino de Oliveira se lembram desta história. É sobre uma viagem que ele fez de trem pelo interior de São Paulo, quando teve uma profunda revelação sobre sua vida e sua maior composição: Tristezas do Jeca; Ah, muitas vezes nos concertos acontece de ser difícil seguir no causo até o fim. É que tem gente na platéia que conduz com tanta emoção o acontecido, naquela plataforma escura e deserta de Mairinque, que vai dando uma vontade de chorar..."
Êi o trem, êi o trem... vai ouvindo...
Ei, pintassilgo. Oi, pintaroxo, Melro, uirapuru. Ai, chega-e-vira, Engole-vento, Saíra, inhambu. Foge asa-branca. Vai, patativa, Tordo, tuju, tuim. Xô, tié-sangue. Xô, tié-fogo. Xô, rouxinol, sem fim. Some, coleiro. Anda, trigueiro. Te esconde colibri. Voa, macuco. Voa, viúva, Utiariti. Bico calado. Toma cuidado. Que o homem vem aí. O homem vem aí!
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domingo, 25 de janeiro de 2009
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