Ei, pintassilgo. Oi, pintaroxo, Melro, uirapuru. Ai, chega-e-vira, Engole-vento, Saíra, inhambu. Foge asa-branca. Vai, patativa, Tordo, tuju, tuim. Xô, tié-sangue. Xô, tié-fogo. Xô, rouxinol, sem fim. Some, coleiro. Anda, trigueiro. Te esconde colibri. Voa, macuco. Voa, viúva, Utiariti. Bico calado. Toma cuidado. Que o homem vem aí. O homem vem aí!
q
Seguidores
domingo, 22 de abril de 2007
Bico-de-lacre (Estrilda astrild)
sábado, 21 de abril de 2007
Pitiguari na Vila Mariana em São Paulo o vídeo
O Pitiguari (Cyclarhis gujanensis, Rufous-browed Peppeshrike), também conhecido como Gente-de-fora-vem, por conta de seu canto, que alguém achou que parecia com a frase "gente de fora vem", é um passarinho até comum. Está por praticamente o Brasil todo, inclusive em áreas urbanizadas. É fácil de ouvir, mas muito difícil de ver, é de admirar como se esconde bem.
No vídeo não dá pra ver ele direito mas dá pra ouvir muito bem seu poderoso canto.
Leia o que o Eurico Santos escreveu sobre eles no livro Pássaros do Brasil, na página 182.
"Quando os negócios de caça lhe correm bem, costuma divertir a esposa assoviando fortemente uma determinada cançoneta, de certo em castelhano, que aprendeu no Rio da Prata, pois aqui nossa gente nada compreende, enquanto os argentinos o ouvem perfeitamente dizer: Don Libório, Don Libório, ou Caballero, Caballero, ou ainda Juan chiviro.
O casal vive numa harmonia perfeita e parece que deveras se amam muito.
Quando um bárbaro caçador abate um dos consortes, o outro facilmente pode também ser sacrificado, porque não se afasta do local onde caiu o companheiro, procurando-o, chamando-o, numa evidente ansiosidade."
mais uma foto do consorte
sábado, 14 de abril de 2007
Curiosidades sobre o Canário-da-terra
Pois é uma contraposição ao Canário-do-reino (Serinus canaria), importado de Portugal. Então, o canário brasileiro virou o canário-da-terra. O Cánario-do-reino é originário dos Açores, Ilha da Madeira e das Ilhas Canárias. Daí seu nome, canário, das Canárias, certo?
A fêmea do canário-da-terra tem aspecto bem diferente do macho, dessa forma em alguns lugares ela ganhou um nome próprio, Coroia e também canário-pardinho.
Certos indígenas que apreciam muito seu canto lhe deram o nome de uirá nheengatu, que significa o que canta bem.
Abaixo transcrevo um trecho de um livro clássico, " Pássaros do Brasil", de Eurico Santos, que escreve na página 275 sobre os canários:
"No estado silvestre vivem aos casais e, como são muito ciosos, os machos travam lutas entre si. Nessa ocasião as fêmeas dos lutadores, as coroias, quando não lutam também, acompanham a briga com seus corrulchieis, estimulantes, dando fogo ao macho, que parece então duplicar as forças. A luta prolonga-se, ás vezes, por cerca de sessenta minutos, terminando pela carreira inevitável do vencido, perseguido pelo vencedor.
Minutos após regressa este à fronde da árvore, onde já o espera a doce companheira, corrulchiando, e aí permanece à luz do sol, como sentinela vigilante, altivo e cônscio de sua força, trinando agudamente num verdadeiro desafio."