Com seus exuberantes trajes emplumados e danças refinadamente coreografadas, as aves-do-paraíso transformam a floresta tropical úmida no palco de um espetáculo de tirar o fôlego. O que há por trás dessa extravagância animal?
Ines Possemeyer
Ei, pintassilgo. Oi, pintaroxo, Melro, uirapuru. Ai, chega-e-vira, Engole-vento, Saíra, inhambu. Foge asa-branca. Vai, patativa, Tordo, tuju, tuim. Xô, tié-sangue. Xô, tié-fogo. Xô, rouxinol, sem fim. Some, coleiro. Anda, trigueiro. Te esconde colibri. Voa, macuco. Voa, viúva, Utiariti. Bico calado. Toma cuidado. Que o homem vem aí. O homem vem aí!

As aves-do-paraíso descendem de ancestrais parecidos com os corvos. Pelo que pude ver pode-se dizer que são de certa forma, de longe, assemelhadas com nossas espécies da família icteridae.
(pteridophora alberti)
(cicinnurus respublica)

(paradiseae rudolphi)
(astrapia stephaniae)
(paradisaea rubra)
(seleucidis melanoleuca - ave-do-paraiso-doze-arames)
(cicinnurus regius)
(paradisaea decora)
Todas as fotos são da National Geographic - fotógrafo Tim Laman