Barbara Walton/EFEReflexo
Uma ave tenta se enfrentar na própria imagem refletida no para-choques de um carro.
Ei, pintassilgo. Oi, pintaroxo, Melro, uirapuru. Ai, chega-e-vira, Engole-vento, Saíra, inhambu. Foge asa-branca. Vai, patativa, Tordo, tuju, tuim. Xô, tié-sangue. Xô, tié-fogo. Xô, rouxinol, sem fim. Some, coleiro. Anda, trigueiro. Te esconde colibri. Voa, macuco. Voa, viúva, Utiariti. Bico calado. Toma cuidado. Que o homem vem aí. O homem vem aí!
Barbara Walton/EFE

Tomas Sigrist e Eduardo Bretas estão lançando (previsto para outubro/2007) um Guia de Campo - Aves do Brasil Oriental. Quase não temos publicações desse tipo no Brasil, o terceiro país do mundo com maior número de espécies registradas.
O Guia está em fase de pré-lançamento, e no site Avis Brasilis é possível fazer uma reserva para comprar o guia com desconto. Acho que vai valer a pena. Tenho o livro "Aves do Brasil uma Visão artística" do Tomas Sigrist, que é muito bom.Mapa de abrangência das aves abordadas no Guia.
Agora uma foto que obtive da internet do Passeriniis Tanager fotografado na Costa Rica.
Fonte: http://jrscience.wcp.muohio.edu/costa_rica_animals_04/sierpe_river_system/scarlet_rumped_tanager_04.jpg
Todas as fotos acima são do macho da espécie. A fêmea é bem diferente. Abaixo vai uma foto de uma fêmea da subespécie Ramphocelus costaricensis.





Foto: Formicivora grantsaui - Acima - macho; abaixo - fêmea. Fotos: Sidnei Sampaio. (fonte: atualidades ornitológicas)
Para completar a postagem recomendo o acesso ao Blog Pássaros e Fotos que mostra uma das fotos mais interessantes de tucanuçus que já vi. Vale a pena

Saí-azul fêmea (fotos de Luis Florit)
Nessa quarta-feira começa a maratona!As barracas estão montadas e o estandes começam a se enfeitar. Nos quatro cantos da América Latina os palestrantes fazem os ajustes em suas apresentações. Em todo Brasil centenas de observadores, ornitólogos, profissionais de turismo e editores fazem as malas e vêm para a grande festa da observação de aves. Rolf Grantsau, o homenageado está pronto, e posso garantir, é emocionante ver nosso grande sábio naturalista se preparando para o evento. Isso nos dá certeza em nossos passos e confirma que apesar de todas as dificuldades Avistar2007 vai ser um marco. Agora só falta você. Arrume suas malas, prepare sua viagem e venha !
Mês passado fomos a um show do Renato Teixeira no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. O show foi para lançamento de um novo cd e de um dvd gravado ao vivo, ano passado, no auditório do Ibirapuera. Durante o show o Renato Teixeira cantou uma música belíssima, inédita para mim, chamada La Cigarra, de uma compositora argentina, Maria Helena Walsh. No cd o Renato canta esta música acompanhado de um cantor argentino excelente o Leon Gieco.
O catarinense Germano Woehl Júnior tem duas vidas. Numa, é físico. Ganha a vida com diplomas, sobretudo o doutorado na Universidade de Campinas, produto de uma tese sobre o comportamento do átomo de cálcio congelado em raio laser. Trabalha no departamento de Fotônica do Instituto de Estudos Avançados do Centro Técnico Aeroespacial de São José dos Campos, um ninho de cobras no interior de São Paulo. No laboratório, sua função é ver longe, buscando agora soluções para problemas práticos que os brasileiros talvez só venham a saber que têm daqui 50 anos. Recebe, como pesquisador, um salário líquido de R$ 5.800,00 por mês.Na outra vida, ele é herpetologista. Autodidata, mas exaltado. Não leva para casa com isso um centavo. Ou pior, gasta quase tudo o que ganha no emprego de São José dos Campos sustentando a obsessão pessoal em Santa Catarina. É lá que cuida de sapos, rãs e pererecas, briga com as motosserras que lanham as últimas grotas de Mata Atlântica no interior do estado e raspa seus cofres de assalariado para comprar relíquias da floresta, antes que os proprietários as destruam. E usa as folgas para pegar no pesado em Guaramirim, na borda da serra catarinense. Entre a casa e o trabalho, viaja 670 quilômetros. E sempre que pode vai de ônibus, porque botar o carro na estrada é queimar dinheiro.
criaram, mantêm e encarnam o Instituto Rã-Bugio, uma ONG que, na prática, não é mais nem menos a pessoa jurídica do serviço voluntário que o casal fazia por conta própria desde 1998 . Na ONG os dois tentam ensinar os brasileiros a resolver agora os problemas que daqui a 50 anos deixarão de ter remédio.Um instituto como o deles qualquer um pode fazer. Há organizações sem fins lucrativos que sustentam antes de mais nada seus beneméritos fundadores. O Rã-Bugio, não. A ONG é que tomou conta daquilo que era deles. Ocupa o terreno comprado em 1994, quando o instituto ainda nem existia, por R$ 12 mil. Em 2003, definitivamente convertida em espaço público, o sítio ganhou dois banheiros externos, um investimento de R$ 2.500, porque o interno já não dava conta da clientela. Calçar os 150 metros de trilhas, prevenindo os efeitos colaterais do pisoteio crescente, custou R$ 2 mil reais em lajotas, que o próprio Germano encaixou no chão. A sede do Rã-Bugio é a casa que arrumaram para morar. O jipe Toyota Bandeirante comprado de segunda mão estaciona entre cartazes, mapas e fotografias numa espécie de garagem, que sem a menor cerimônia vira auditório, mal pára na porta um ônibus carregado de escolares.Essa é a parte fácil de se fazer um Rã-Bugio. A difícil é achar outro casal como Elza e Germano.
subiram na vida. À custa, é claro, de baixar os padrões de consumo do casal, que por sinal nunca tinham sido lá essas coisas. Ele, para não gastar com supérfluos o tempo que investe em bichos e plantas da Mata Atlântica, desistiu de dar aulas de Física em universidades particulares, que triplicariam sua renda. Ela, por ser 50% da equipe do Rã-Bugio, passou a morar em Guaramirim, enquanto a outra metade da ONG está em São Paulo. Os dois, desde que decidiriam fazer tudo juntos, tiveram que se separar. Levam uma existência para lá de franciscana, até pela intimidade com os animais. Consomem tão pouco que o lixo do Rã-Bugio, com baixos teores de lata, plástico, papel e vidro, costuma ser reciclado ali mesmo no terreno, como adubo orgânico.
clone de 40,6 hectares a 50 quilômetros de Guaramirim. Chama-se Centro Interpretativo da Mata Atlântica. Está se instalando num terreno cedido pela prefeitura de Jaraguá do Sul e desta vez contava desde o princípio com o apoio de empresas locais para construir a sede. A réplica é seis vezes maior do que o original. E dessa vez a dupla não precisou correr atrás de apoio. A cidade é que lhe pediu para tomar conta da reserva. E a Sociedade Educacional do Vale do Itapocu (SEVITA/FAMEG), uma universidade local, doou R$ 120 mil para a ONG, que passará a treinar voluntários ambientais entre seus alunos. Quer saber como Elza e Germano puderam ir tão longe partindo de tão pouco? “Não tem segredo. É só não trocar de carro a cada dois anos”, ele responde. 
Num trecho do artigo o autor (Evaristo Eduardo de Miranda) relaciona uma série de espécies vegetais que as vezes até pensamos que são naturais daqui, mas que na verdade foram introduzidas pelos colonizadores a partir de 1500. São elas: cana-de-açucar, algodão, manga, bananas (vieram da Ásia), carambola, melão, melancia, arroz, feijão, trigo, aveia, uva, coco, figo, fruta-pão, jaca, laranjas, limão, limas, tangerinas, tamarindo, café, cravo, canela, pimenta-do-reino, caqui, gengibre, biribá, romã, inhame, amoras, nozes, maçãs, peras, pêssegos, sapotis, pinhas e graviolas.
Portugueses e espanhóis levaram a outros continentes o milho, a batata, o tomate, a mandioca, o cacau, o caju, o amendoim, o abacaxi, o tabaco e a pimenta-vermelha.

Aproveitando este post da Saíra, achei também um pequeno vídeo muito legal do Germano Woehl do Instituto Rã-bugio , que filmou uma saírinha tomando banho numa bromélia.
Vejam